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Plenária Estadual indica: Fortalecer a greve, defender a Unesp e os direitos da categoria

A Plenária Estadual da Adunesp, realizada em 10/6/2016, no Instituto de Artes (IA-SP), fez uma ampla e profunda discussão da situação em que se encontram as três universidades públicas paulistas, em especial, a Unesp. O diagnóstico, conforme já apontado em várias ocasiões pela Diretoria da Adunesp e pelos Boletins do Fórum das Seis, é que estamos vivendo uma das mais graves crises das tantas pelas quais já passamos.

A histórica subserviência dos reitores às políticas do governo Alckmin nos colocou numa gravíssima crise de financiamento, cujos efeitos estão sendo sentidos por todos nas suas mais diversas e perversas formas. As carreiras dos servidores docentes e técnico-administrativos estão “suspensas”; também não estão sendo autorizadas contratações em situações de clara necessidade em todos os campi; nossas condições de trabalho estão sofrendo um agravamento do processo de precarização, com o aumento do número de horas-aula para muitos docentes e com a contratação inflacionária de professores substitutos; verbas de custeio necessárias para manter as unidades universitárias funcionando estão sendo “congeladas”.

É o preço que estamos pagando pelo descaso dos reitores para com as advertências do Fórum das Seis, de que era apenas uma questão de tempo chegarmos a esse ponto em que chegamos. Tem sido prática recorrente de diversas gestões reitorais subtrair dos nossos salários e carreiras, bem como dos itens relativos à permanência estudantil, os recursos que, por dever e ofício, deveriam ter reivindicado junto ao governo estadual e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Nesta Plenária Estadual, houve consenso no que diz respeito à nossa responsabilidade política em resistir à destruição da Unesp, materializada nas ações deliberadas da reitoria em promover arrocho salarial (efetivamente zero de reajuste), em desconsiderar a isonomia dos salários e vencimentos com a USP e a Unicamp, e pelo encerramento unilateral das negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis. Também houve concordância de que é necessário, neste momento, construirmos uma grande mobilização, com greve, em todos os campi, pela reabertura de negociações, pela busca de mais recursos para a universidade, contra o arrocho salarial e em defesa da isonomia entre as três universidades, entrando em sintonia com a Unicamp e a USP, cujos docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes já estão em greve.

No decorrer da Plenária, foi aprovada a constituição de uma comissão para se dirigir à reitoria, naquele momento, com o objetivo de estabelecer um diálogo com o reitor da Unesp, o que não aconteceu, porque naquela tarde não estava presente na reitoria nem o reitor, nem ninguém responsável pela Unesp.

Seguem-se as deliberações da Plenária Estadual da Adunesp:

1) Fortalecer a greve nos campi onde ela já foi deflagrada e indicar aos demais campi que se somem ao movimento deliberando por greve;

2) Solicitar, em conjunto com o Sintunesp, audiência com a reitoria para reabertura das negociações;

3) Participar do ato de 15/6, convocado pelo F6, com passeata desde o campus Butantã-USP até o Palácio dos Bandeirantes;

4) Levar ao F6 a proposta de realizar uma manifestação na Unicamp, pela reabertura das negociações, uma vez que o reitor da Unicamp é o presidente do Cruesp;

5) Tornar permanente o grupo de trabalho de orçamento e finanças da Adunesp;

6) Promover intervenções junto aos vereadores, em cada cidade sede de campus da Unesp, para que pressionem os deputados de seus partidos na Alesp, para que votem por mais recursos às universidades estaduais na LDO 2017;

7) Conclamar o Andes a se inserir e a se manifestar sobre a greve das universidades estaduais paulistas;

8) Buscar a unificação do movimento com servidores técnico-administrativos e estudantes, com o aprofundamento de temas comuns aos três segmentos: financiamento, privatização, permanência estudantil, orçamento transparente etc.

Outros pontos
A Plenária Estadual contou com a presença da advogada Lara Lorena da assessoria jurídica da Adunesp. Ela esclareceu aspectos relacionados à eventual judicialização da greve (proposta aventada em algumas assembleias de base), a situação dos professores substitutos, estágio probatório, entre outros. Ela produzirá um texto orientativo sobre estes pontos.

A Plenária também aprovou a redação da “Carta de São Paulo” e de um manifesto sucinto sobre a crise das universidades públicas paulistas, particularizando a situação da Unesp, para que seja lido em todos os locais possíveis (reuniões de colegiados, bancas...).

Os três documentos estão em fase final de elaboração e serão divulgados em breve.

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