A Entidade - Adunesp

Plenária estadual indica: manutenção e fortalecimento da greve!

ZERO NÃO É PROPOSTA DE DATA-BASE: QUEREMOS MAIS RECURSOS PARA AS UNIVERSIDADES, ISONOMIA, CONTRATAÇÕES, RENOMADA DAS CARREIRAS E PERMANÊNCIA ESTUDANTIL

A Plenária Estadual da Adunesp, realizada em 5/7/2016, no Instituto de Artes (IA-SP), discutiu as perversas consequências da crise de financiamento que, em cada uma das universidades públicas paulistas, decorre das prioridades estabelecidas por suas reitorias. Aqui, na Unesp, não se contratam docentes para os cursos consolidados, nem sequer professores substitutos conforme a demanda, carreiras de servidores docentes e técnico-administrativos são suspensas, as verbas de permanência estudantil e de custeio das unidades são congeladas. No entanto, abrem-se novos cursos de Engenharia e contratam-se docentes e servidores técnico-administrativos para eles. Além disto, teríamos perdido o direito ao vale alimentação tão duramente conquistado, se não tivéssemos resistido intensamente.

Embora não tenhamos acesso às contas e à execução orçamentária detalhada da Unesp, e não nos seja possível desvendar todos os passos que o dinheiro público percorre dentro da nossa Universidade – diante de um processo histórico de evidente submissão às políticas dos sucessivos governos do estado de São Paulo – estamos submetidos a uma grave crise de financiamento, antecipada pelo cenário econômico desfavorável. Conforme advertência de longa data feita pelo Fórum das Seis, de amplo conhecimento dos reitores, dos deputados estaduais e do governo do Estado, chegaria o tempo em que a farra da expansão irresponsável, agravada pela evolução natural das aposentadorias, não caberia mais nos 9,75% do ICMS -QPE.

Ou seja, mesmo que tivéssemos ao alcance da mão todas as contas das Unesp, que desvendássemos todos os mistérios que envolvem a sua peça orçamentária e, com esse conhecimento, chegássemos à conclusão de que seria possível um reajuste – não dos 9,34% de inflação medida pelo ICV-Dieese, mas de 12,34%, conforme foi nossa reivindicação inicial – mesmo assim estaríamos na véspera de uma crise de financiamento, cuja instalação, mais dia, menos dia, seguramente aconteceria, mesmo com um cenário econômico mais favorável que o atual.

Ainda que não tenhamos conquistado avanços na votação da LDO/2017 – mais uma vez, o governador inimigo da educação deu as ordens e a bancada governista na Alesp rejeitou a ampliação de recursos para as universidades – nossa luta não para por aqui.

A reabertura de negociações entre o Fórum das Seis e o Cruesp, e a busca por mais recursos para as universidades, continuam sendo o foco do nosso movimento, juntamente com a luta contra o arrocho e por isonomia, que são aspectos decorrentes da crise de financiamento.

Encaminhamentos da plenária
A conclusão dos presentes à Plenária Estadual de 5/7 foi que as razões que nos levaram à greve continuam na ordem do dia. Nenhuma das reivindicações que determinaram a deflagração da nossa greve foram atendidas, não houve a reabertura de negociações entre o Fórum das Seis e o Cruesp, nenhum avanço na LDO, e nem quanto à reivindicação de isonomia de salários e benefícios com a USP e a Unicamp.

Estamos acumulando uma perda de poder aquisitivo de, pelo menos, 9,34%, correspondente à inflação de maio de 2015 a abril de 2016. Acrescentem-se a isso as propostas explícitas, ou veladas, da administração central de aumento da carga horária didática, que nos fará trabalhar ainda mais e ganhar menos do que os nossos colegas das outras públicas paulistas.

Na plenária, vários apontamentos foram feitos na direção de construirmos um diálogo fraterno com os servidores técnico-administrativos e estudantes em greve, bem como para o fortalecimento da mobilização docente, que foram transformados nos indicativos abaixo endereçados à comunidade.

1) Fortalecer a greve nos campi onde já foi deflagrada e indicar aos demais campi que se somem ao movimento deliberando por greve;

2) Continuar cobrando a reabertura imediata de negociações, tanto na Unesp como no âmbito do Cruesp;

3) Centrar nossas reivindicações na luta por mais recursos para as universidades, pela isonomia, por contratações de técnico-administrativos e docentes, retomada das carreiras, e permanência estudantil;

4) Sobre a questão dos substitutos, a plenária reafirma a reivindicação histórica de contratação de docentes em RDIDP, mas entende a necessidade de garantir, neste momento, a contratação dos substitutos necessários para o segundo semestre. A recomendação da plenária é que os professores não assumam as disciplinas para as quais a demanda de substitutos não for atendida;

5) Solicitar reunião com o reitor da Unesp, na qual devem comparecer representantes das subseções locais da Adunesp, da AD Central, Sintunesp e, se possível, estudantes.

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