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Plenária da Adunesp indica: Manter a greve e avaliar o movimento

A Adunesp realizou nova plenária estadual nesta quarta-feira, 3/8/2016, no Instituto de Artes, em São Paulo. A partir dos posicionamentos trazidos pelos representantes docentes presentes e das discussões que ocorreram, ficaram explicitados alguns dos temas que mais preocupam a comunidade unespiana neste momento: a quebra de isonomia e o arrocho salarial; e a questão da contratação dos professores substitutos. São duas dimensões distintas – e perversas – do modo de administrar a crise de financiamento das universidades públicas paulistas.

A reitoria da Unesp diz que não há recursos para a concessão dos ridículos 3% já aplicados aos servidores técnico-administrativos e docentes da USP e da Unicamp, nem para a contratação de toda a demanda de professores substitutos encaminhada pelos departamentos de ensino. A solução “final” adotada pela reitoria da Unesp é que nós, docentes, trabalhemos mais e ganhemos menos pelo nosso trabalho – não reclame, trabalhe! E a qualidade das nossas graduações, da produção de conhecimento e da prestação de serviços à comunidade não vem ao caso. Devemos, em sacrifício pela crise, abdicar da dignidade do nosso trabalho e do futuro da nossa universidade.

A avaliação dos presentes é que temos que ter respostas à altura da gravidade destas questões. As razões que nos levaram à greve permanecem na ordem do dia. O indicativo da plenária é pela continuidade da greve e a realização de assembleias de base para avaliar o movimento. As reflexões geradas nestas assembleias serão levadas à próxima plenária estadual da Adunesp, que será realizada em Bauru, no dia 10/8, próxima quarta-feira.

Nas assembleias de base, também devem ser discutidas a viabilidade e a pertinência de atividades durante a realização do CO especial de comemoração dos 40 anos da Unesp, marcado para 22/8, em festa a ser realizada na Sala São Paulo, na capital. A avaliação é que, embora tenhamos muito a comemorar, como fruto destas quatro décadas de ensino, pesquisa e extensão de qualidade, não há dúvidas de que a conjuntura atual ameaça destruir tudo o que conquistamos.

Outra deliberação da plenária foi a aprovação de uma carta a ser enviada aos presidentes de Congregações das unidades. O documento solicita que as Congregações assumam posição contrária ao aprofundamento da precarização do trabalho docente, recusando-se a atribuir aos docentes em RDIDP a incumbência de ministrar aquelas disciplinas para as quais a demanda de substitutos não foi atendida, bem como façam gestões junto à Reitoria para solucionar o problema. A plenária considera que, assim procedendo, as Congregações estarão dando uma enorme contribuição para o resguardo da dignidade do trabalho docente, defendendo o tripé ensino-pesquisa-extensão que sustenta a qualidade da nossa universidade.

Ao final da plenária, uma comitiva de representantes dirigiu-se à reitoria da Unesp. O objetivo era conversar com o reitor Durigan sobre duas questões centrais: a isonomia salarial e a necessidade de contratação de professores substitutos. No entanto, como o reitor não estava presente, a comitiva foi recebida pelo chefe de gabinete substituto, o Prof. Jorge Roberto Pimentel, e retornará nesta quinta-feira, 4/8.

Por fim, a plenária aprovou a necessidade de realizar um debate presencial entre as três chapas que concorrem à reitoria da Unesp, para extrair deles suas propostas para questões gerais da universidade e, também, questões presentes na atual greve.

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