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Adunesp apresenta manifesto dos docentes de Ourinhos na reunião do CO

O Campus Experimental de Ourinhos foi ponto de pauta da reunião do Conselho Universitário (CO) de 23/8/2016. A exemplo do que havia ocorrido na reunião anterior do CO, quando representantes dos servidores técnico-administrativos leram carta dos colegas daquele campus, agora foi a vez do representante da Adunesp, professor João da Costa Chaves Júnior, lera carta dos docentes de Ourinhos, aprovada na assembleia local em 27/6/2016. A iniciativa havia sido deliberada em Plenária Estadual da Adunesp.

O texto aponta um conjunto de problemas, derivados da forma como a expansão foi feita na Universidade. A coordenadora do campus de Ourinhos, professora Andréa Aparecida Zacharias, também fez exposição na mesma linha.

Confira a íntegra do manifesto:


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Ourinhos, 27 de junho de 2016

MAGNÍFICO REITOR DA UNESP
PROF. DR. JÚLIO CÉZAR DURIGAN
E CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNESP



ASSUNTO: MANIFESTO DA UNESP - CÂMPUS DE OURINHOS

Implantação do Câmpus de Ourinhos
O Câmpus de Ourinhos foi criado em 2003, com o curso de Geografia, como parte do processo de expansão de vagas da UNESP. Em 2008, o CEPE aprovou a abertura de mais uma turma no período diurno, ampliando as vagas oferecidas para 90 (noventa). O Câmpus deveria contar com 19 docentes e 33 funcionários técnico-administrativos, porém, hoje trabalhamos com 15 docentes e 28 funcionários, o que prejudica o desenvolvimento pleno das atividades indissociáveis de ensino, pesquisa e extensão.
No que tange ao quadro discente, o curso possui atualmente 255 alunos, tendo formado, até 2015, 333 alunos entre licenciados e bacharéis.
Com 13 anos de existência, o Câmpus ainda funciona em uma área da Prefeitura Municipal de Ourinhos. A construção do novo Câmpus (estabelecida em três etapas) arrasta-se desde 2009 e, prestes a ser entregue, ainda não possui áreas essenciais como biblioteca, anfiteatro e área de convivência.

Um único curso
O Câmpus de Ourinhos conta hoje com um único curso de Geografia, nas modalidades Licenciatura e Bacharelado, a despeito de diversas tentativas de implantação de outros cursos e de uma pós-graduação. Deste modo, a conquista de um ambiente acadêmico de excelência acaba sendo prejudicada. A criação de um segundo curso é fundamental para o futuro do Câmpus.

A gestão de um Câmpus com 15 docentes
Com o corpo docente reduzido que precisa desenvolver suas tarefas de ensino, pesquisa, extensão, e gestão universitária, temos dificuldades
inerentes ao formato institucional de pequeno grupo, que por sua vez gera
acúmulo de atividades.

Ourinhos: experimental – necessidade de consolidação
Precisamos discutir o significado que tem sido concebido pela UNESP da condição de ser Experimental. Com o exposto, ficamos com a impressão de que se tem atribuído um significado perverso ao caráter Experimental, em que se busca experimentar qual o nosso limite ou capacidade de suportarmos tantos obstáculos e dificuldades impostas, ou até onde vai nossa persistência e resistência. Poderia ser diferente se a UNESP colocasse a condição de Experimental para Ourinhos, como um desafio: a construção de um Câmpus de excelência com um corpo social adequado, motivando e dando as condições plenas e adequadas (aos discentes, docentes e técnico-administrativos) para mostrarmos nossa capacidade de desenvolvimento.

Voto no CO
É preciso também discutir a condição de impedimento dos Câmpus Experimentais de terem assento no C.O. com direito a voto. O que hoje justificaria a manutenção de tal condição, já que sob todos os aspectos um Câmpus Experimental desenvolve todas as atividades, atribuições e responsabilidades exigidas de um Câmpus consolidado? As cobranças e as prestações de contas são as mesmas ou até maiores, diante de sua condição de Experimental.
Representamos a UNESP e contribuímos para difundi-la em todas as instâncias, como qualquer outra unidade, por exemplo, quando percorremos o Brasil e o mundo, em eventos, apresentando os resultados de nossas atividades fins de ensino, pesquisa e extensão ou as divulgamos em revistas nacionais e internacionais.
Desta forma, fazemos parte da UNESP, no entanto, em cada reunião do C.O. nos é lembrado de que não fazemos parte como as demais unidades consolidadas. Como uma comunidade tão intelectualizada e humanamente evoluída, como se imagina que seja a comunidade unespiana, aceita conviver com tal diferenciação injusta e injustificável de segregação, no seio da estrutura de poder da própria UNESP?

Apesar de...
Apesar de todas as dificuldades em nenhum aspecto a unidade tem deixado de se desenvolver e gerar resultados bastante satisfatórios. Considerando-se todas as dificuldades e obstáculos impostos nestes 13 anos, seremos capazes de trilhar um caminho em direção a um Câmpus de excelência, se nos forem dadas as condições adequadas.
Aguardamos as providências do Conselho Universitário sobre nosso manifesto.

Assembleia dos docentes da UNESP, do Câmpus de Ourinhos

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