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Nota da ADUNESP S. Sindical em repúdio às declarações de Jairo José da Silva e contra a repressão às manifestações pela democracia

Fatos recentes da conjuntura do país, alguns deles muito próximos da comunidade unespiana, comprovam que o Brasil vive momentos difíceis e que a luta pelo respeito à Constituição Cidadã de 1988 é tarefa política de todos aqueles que têm compromisso com a democracia.

Manifestações públicas posicionando-se contra o governo Temer e por eleições diretas-já expressam esse compromisso por parte de inúmeros setores da população brasileira.

Na cidade de São Paulo o Governo Alckmin tem reprimido essas manifestações com brutalidade, ao que tudo indica, na tentativa de intimidar os manifestantes e calar a voz de amplos segmentos de brasileiros que insistem em assumir o seu legítimo papel de sujeito histórico.

Numa dessas lamentáveis ocasiões, a estudante da UFABC Deborah Fabri foi ferida e, como consequência, perdeu definitivamente a visão de um olho. Não bastasse isso, ela também foi vítima de manifestações abjetas de ódio perpetradas pelo Professor aposentado da Unesp Jairo José da Silva em redes sociais que, de maneira grotesca, enalteceu a agressão sofrida pela estudante, envergonhando a comunidade unespiana, revelando-se, com esta atitude, indigno da condição de educador. A atitude deste senhor é discriminatória, violenta, persecutória e rompe com todas as condutas que regem o papel da docência.

Repudiamos, portanto, estas declarações, que são a expressão acabada do vigor da barbárie antidemocrática e do ódio. Repudiamos, por consequência, toda e qualquer violência e repressão que tem sido desencadeada nas várias manifestações que se espalham pelo país. Em outra delas, mais precisamente no domingo próximo passado (04/09/2016), no momento em que manifestantes já se dispersavam, a polícia militar lançou sobre eles bombas de gás lacrimogênio, jatos d’água, e fez disparos com balas de borracha atingindo várias pessoas.

Esses episódios revelam um perigoso flerte com a nefasta ideologia de segurança nacional, mais explicitamente com o conceito de inimigo interno que vigeu durante o período sombrio da ditadura empresarial-militar que oprimiu o povo brasileiro por mais de duas décadas.
Trata-se, portanto, de acontecimentos que nos causam grande indignação e que merecem o nosso mais veemente repúdio e a nossa mais profunda solidariedade às vítimas desta brutalidade.


Diretoria da Adunesp
S.Sindical do Andes-SN

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