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Nota da Adunesp em solidariedade à professora Camila Marques, do IFG

A Diretoria Central da Adunesp – Seção Sindical do Andes-SN solidariza-se com a professora Camila Marques, do campus Águas Lindas do Instituto Federal de Goiás (IFG). Na manhã de 15/4/2019, quando ministrava suas aulas, ela e seus alunos foram surpreendidos por uma ação da Polícia Civil de Goiás, que entrou no campus sem maiores explicações e sem dizer com qual propósito.
Após se indignar contra a intimidação explícita sobre os estudantes e tentar filmar a ação arbitrária com seu celular, a docente foi surpreendida com voz de prisão e levada algemada para a delegacia. Solta algumas horas depois, ela ainda levava numa das mãos os ferimentos causados pela tentativa violenta de arrancar-lhe o celular.
Além de professora, Camila Marques é militante sindical e faz parte da Coordenação Geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Por conta de sua militância, ela vem sofrendo perseguição por parte de bolsonaristas, que a denunciam por “doutrinação”, nome dado por eles à educação crítica e libertadora.
Em tempos de naturalização da violência, da tentativa de intimidar educadores e estudantes e de instauração de políticas de desmonteda universidade pública, a ação no IFG é mais um elementoa preocupar todos os que defendem a educaçãopública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada.
A Adunesp solidariza-se com a professora Camila e toda a comunidade do IFG, somando sua voz à de todos os que exigem a apuração da responsabilidade por mais esta arbitrariedade, que se insere no contexto de crescente truculência das forças de segurança, reproduzindo práticas consagradas na ditadura empresarial-militar brasileira.


São Paulo, 16 de abril de 2019.

Diretoria da Adunesp S. Sindical

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