Categorias devem incluir nessa nova etapa a defesa de suas pautas específicas. Base da Adunesp vai avaliar indicativos em nova plenária em 19/6
Antes de debaterem os indicativos para o próximo período, as entidades do Fórum das Seis, reunidas em 17/6, apresentaram informes da mobilização em cada categoria. Na USP e na Unicamp, docentes e estudantes haviam encerrado a greve; nesta última, seguem parados os técnico-administrativos. Na Unesp, há greve nos três segmentos, em graus diferenciados: docentes parados em oito campi, técnico-administrativos em sete e estudantes em cerca de 90 cursos de graduação.
A avaliação consensual foi de que estamos diante do esgotamento, por hora, das possibilidades de avanço no item salarial. O que conquistamos até aqui, embora ainda insuficiente, é inegável fruto da pressão exercida pelo Fórum nas negociações, tendo como lastro a greve nas universidades, os atos e vigílias durante as reuniões com o Cruesp e as atividades de pressão nos campi. Saímos do ‘zero’ ventilado nas reuniões técnicas, passamos por 2% e depois 3,47% (índice Fipe de maio/2025 a abril/2026) na negociação de 4/5/2026, chegando a 3,92% em 10/6/2026. Mas o índice ainda ficou aquém da inflação medida pelo IPCA nos 12 meses (4,39%), o que mantém no horizonte a luta pela recuperação das perdas acumuladas desde 2012, nossa reivindicação histórica. Antes das negociações desta data-base, o índice necessário para voltarmos ao poder de compra de maio/2012 era de 16,75%. Descontado o reajuste de 3,92%, esse percentual passa a ser de 12,34%.
Importante salientar que as três negociações realizadas – a terceira delas, em 10/6, como fruto da pressão do movimento, uma vez que os reitores davam a conversa salarial por encerrada – sequer iniciaram a discussão das demandas da permanência estudantil, item vital para a manutenção dos filhos e das filhas da classe trabalhadora na universidade pública, muito menos dos demais pontos da Pauta Unificada.
Também não avançamos na discussão do financiamento no atual cenário de reforma tributária, ponto de suma importância devido à necessidade de estabelecer novos parâmetros de custeio das universidades estaduais paulistas a partir da extinção do ICMS nos próximos anos. O Fórum das Seis vem cobrando, há tempos, uma discussão conjunta com os reitores, de modo a fortalecer a pressão junto ao governador do estado e aos parlamentares da Assembleia Legislativa, a quem caberá a decisão final. A propósito, por iniciativa do Fórum, o Cruesp concordou com a criação de um grupo de trabalho conjunto há cerca de três meses – o GT Reforma Tributária e Financiamento – mas ainda não agendou nenhuma reunião.
Importante salientar, também, como dito repetidas vezes pelas entidades durante as negociações, que as reitorias vêm optando por arrochar salários e precarizar a permanência estudantil para “equilibrar” suas contas, em vez de defender publicamente a necessidade de ampliar o financiamento das instituições, cujo crescimento expressivo nas últimas décadas vem acompanhado de queda no número de servidores docentes e técnico-administrativos.
O momento da mobilização
Em paralelo à mobilização unificada, neste momento as categorias começam a discutir suas pautas específicas, pressionando suas respectivas reitorias para o estabelecimento de mesas de negociação com os segmentos.
Diante desse cenário, as entidades do Fórum das Seis apresentam às categorias os seguintes indicativos:
- Suspensão da greve em torno à questão salarial.
- Manutenção e, onde possível, ampliação da mobilização para pressionar o Cruesp a agendar novas reuniões para discussão dos demais pontos da Pauta Unificada, com destaque para a permanência estudantil e o financiamento.
- Exigir das reitorias a garantia de nenhuma punição, retaliação ou prejuízo por conta da mobilização e da greve, em nenhum dos segmentos (sobre isso, veja abaixo-assinado abaixo).
- Estabelecer atividades de discussão, esclarecimentos e mobilização sobre o financiamento das universidades ao longo dos próximos meses (a mobilização na LDO 2027 é a primeira delas).
- Pressionar as respectivas reitorias pela negociação das pautas específicas.
Plenária da Adunesp vai avaliar os indicativos do Fórum
No dia 19/6, 14h, tem nova Plenária da Adunesp, em formato online. Na pauta, consta uma avaliação dos indicativos do Fórum das Seis e dos resultados da reunião entre Adunesp e reitoria (em 18/6), elementos que definirão os próximos passos do movimento. Se você deseja participar, solicite o link para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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Abaixo-assinado ao Cruesp: Nenhuma punição aos que lutam pelas universidades estaduais paulistas!
Nós, abaixo-assinados/as, repudiamos qualquer tipo de punição aos/às estudantes, servidores/as docentes e técnico-administrativos/as da Unesp, Unicamp e USP que lutam em defesa de seus direitos e pelos interesses da educação pública. É inaceitável qualquer tipo de perseguição ou assédio, ameaças de cortes de ponto contra servidores/as e prejuízos aos estudantes por conta do calendário letivo.
Universidade pública, laica, de qualidade e referenciada nos interesses da maioria da população se faz com diálogo, participação e mobilização de toda a comunidade.
Quem luta merece respeito!
Assine em: https://c.org/qy2NdBhwHz



