Mobilização obriga Tarcísio a suspender votação de reforma administrativa da educação

Mobilização obriga Tarcísio a suspender votação de reforma administrativa da educação

Deputados da base governista temem perder votos na eleição de outubro 


A reforma administrativa da Educação está suspensa, pelo menos até a eleição de outubro, segundo informações da Apeoesp. Deputados da base governista temem que, se o texto for votado antes do pleito, coloque suas reeleições em risco.

A forte mobilização de professores, estudantes e movimentos sociais contra o PL 1.316/ 2025, no dia 7/7/2026, lotou as galerias do plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa e o entorno da Casa.

A pressão popular, que tem o apoio da Adunesp, obrigou Tarcísio de Freitas (Republicanos) a retirar da pauta de votação o projeto de reforma administrativa da educação, que impacta os profissionais da rede pública de ensino do Estado de São Paulo.

Dentre os ataques, estava a demissão dos professores mal avaliados em processos desenvolvidos pelo governo.

Após a manifestação convocada pela Apeoesp e as bancadas de partidos de oposição (PT, PSOL e PcdoB), o governo também alterou trechos do projeto. O Executivo apresentou uma emenda aglutinativa que agora não impõe a demissão aos professores que forem mal avaliados. Em seu lugar, serão oferecidos cursos de reciclagem, por exemplo.

No dia 14/7, a Secretaria da Educação divulgou uma nova redação dos trechos alterados do projeto.

A Apeoesp considera essas alterações insuficientes e defende que o projeto seja retirado definitivamente da pauta de votação.

O banner a seguir, produzido pela Apeoesp, indica os principais prejuízos previstos no PL 1.316/2025: