Plenária estadual indica manutenção da greve com reavaliação em nova plenária no dia 19/6

Plenária estadual indica manutenção da greve com reavaliação em nova plenária no dia 19/6

Representantes de 15 campi reafirmam apoio à luta de estudantes e técnico-administrativos e cobram mesas de negociação efetivas com os três segmentos 

Com representantes de 15 campi da Unesp, a maior parte com greve de um ou mais segmentos, a Plenária Estadual da Adunesp, em 16/6/2026, fez um balanço do movimento, das bandeiras que movem a categoria e das perspectivas que se colocam. Estavam presentes docentes dos oito campi que se mantêm em greve (Araraquara, Bauru, Marília, Franca, Rio Claro, Rio Preto, Assis e Botucatu), dos dois em que ela foi suspensa (Guará e Instituto de Artes) e ainda de Jaboticabal, Presidente Prudente, Ilha Solteira, Rosana e Itapeva.

Entre os participantes, havia muitos docentes recém-chegados à Unesp, envolvidos com as demandas que expressam, acima de tudo, a defesa da universidade pública, laica, de qualidade e referenciada nos interesses da maioria da população. Em todas as falas, foi ressaltada a importância da mobilização estudantil, precursora do movimento na maior parte dos campi onde hoje há greve entre docentes e técnico-administrativos.

Entre as reivindicações que alimentam a greve docente, além da questão salarial e da sobrecarga de trabalho (agravada pela suspensão da homologação dos concursos de docentes e técnico-administrativos), ocupa papel relevante a defesa das pautas da permanência estudantil (mais auxílios e bolsas, com correção dos valores, ampliação da moradia e dos restaurantes universitários etc.) e dos técnico-administrativos (equiparação, carreira e outras). A luta por financiamento adequado é considerada o pano de fundo dos problemas que afligem a comunidade, cabendo uma cobrança direta à gestão reitoral para que leve o assunto à sociedade a atue, em sintonia com as entidades sindicais e estudantis, na defesa de mais recursos para a Unesp e as coirmãs. 

Reajuste insuficiente

A plenária considerou insuficiente a proposta salarial feita pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que chegou a 3,92% na negociação com o Fórum das Seis em 10/6/2026, ainda sem alcançar a inflação medida pelo IPCA de maio/2025 a abril/2026 (4,39%) e longe de repor as perdas para voltarmos ao poder aquisitivo de maio/2012 (cerca de 16,5%, o que exige continuidade das negociações salariais). 

Reitoria acata pedido de reunião

Em meio à plenária, foi dado o informe de que a reitoria se dispõe a receber a Adunesp nesta quinta-feira, 18/6, às 17h. O objetivo do pedido de reunião feito pela entidade não é discutir a pauta específica da categoria docente, pois ainda não é esse o momento, mas sim debater as questões mais urgentes que afligem o movimento, como a portaria que estabeleceu o ‘comitê de crise’, o comunicado que determinou a suspensão da homologação dos concursos (foi relatada a divulgação de uma carta assinada por cinco departamentos de Botucatu com esse teor), a necessidade de suspensão do calendário acadêmico nas unidades em greve (com novo calendário que garanta a reposição do semestre), a garantia de não punição ou quaisquer prejuízos aos que lutam pela universidade (dos três segmentos), entre outras, que você confere abaixo.

Os presentes incumbiram a diretoria da Adunesp Central de cobrar da reitoria o agendamento urgente de mesas de negociações com os três segmentos em conjunto.

Dados os informes, a plenária aprovou a manutenção da greve, com reavaliação em nova plenária no dia 19/6, às 14h, em formato online.

As deliberações e indicativos da plenária

  1. Considera insuficiente o reajuste salarial de 3,92% apresentado pelo Cruesp. Aponta a necessidade de avançar rumo à reposição do poder de compra que os salários tinham em 2012.
  2. Indica a continuidade da greve entre os docentes da Unesp, com reavaliação em nova plenária a ser realizada no dia 19/6, 14h.
  3. Solicita que a reitoria da Unesp abra mesas de negociação com os estudantes e os servidores técnico-administrativos.
  4. Reafirma apoio ao movimento estudantil e ao movimento dos servidores técnico-administrativos.
  5. Na reunião com a reitoria, agendada para 18/6/2026, às 17h, além dos itens citados acima, a Adunesp irá cobrar o agendamento de mesas conjuntas com os três segmentos e levará as seguintes reivindicações:
    • Revogação da Portaria nº 52, de 26/5/2026, que criou o ‘gabinete de crise’. Em seu lugar, que sejam estabelecidas negociações efetivas com os três segmentos.
    • Revogação imediata do Comunicado Runesp de 29/5/2026, que suspendeu as homologações dos concursos de docentes, pesquisadores e técnico-administrativos, de modo a impedir que sejam prejudicadas pelo início das restrições eleitorais.
    • Edição de portaria no âmbito da reitoria definindo a suspensão de calendário acadêmico de todas as unidades. Garantia, pelas direções locais, de instituição de calendário para garantia de reposição do semestre.
    • Avaliação da situação dos docentes substitutos nos campi em greve, com prorrogação, pelo menos, dos contratos de cinco meses, de modo a possibilitar a finalização das disciplinas.
    • Garantia de nenhuma punição ou prejuízo a nenhum membro da comunidade em função de adesão ao movimento.
    • Explicitação das iniciativas da reitoria e do Cruesp pela ampliação do financiamento das universidades e definição de novos parâmetros adequados em meio à reforma tributária.

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17/6 tem nova marcha estadual com destino à Alesp

A plenária da Adunesp reafirmou o apoio à realização de nova manifestação estadual nesta quarta-feira, 17/6, em São Paulo, a exemplo do que ocorreu em 20/5.

A concentração está prevista para as 18h, no MASP, na capital, com passeata até a Assembleia Legislativa. Em pauta, o financiamento da educação, aí inseridas as universidades estaduais paulistas; a defesa do conjunto dos serviços públicos; a denúncia da violência policial e das privatizações, que têm sido a marca do governo Tarcísio de Freitas; além de pautas gerais da classe trabalhadora, como o fim da escala 6X1.